Perfil: Gui - Guilherme Beccineri
Guilherme Beccineri construiu uma trajetória marcada por dedicação, aperfeiçoamento internacional e visão empreendedora.
Com formação superior e pós-graduação em Cosmetologia e Tricologia — área que estuda as doenças do couro cabeludo e do fio capilar —, Guilherme Beccineri construiu uma trajetória marcada por dedicação, perfeiçoamento internacional e visão empreendedora. Nascido em Niterói (RJ) e criado entre Santos e São Paulo, ele celebra cinco anos de atuação em Peruíbe, onde consolidou seu nome no segmento da beleza com atendimento personalizado e foco em excelência técnica.
Como
foi seu início profissional?
Comecei aos 16 anos, na cidade de Santos. Na verdade, um pouco antes
disso, eu já brincava com o cabelo das amigas e com as bonecas da
minha irmã. Sempre gostei muito de cortar cabelo; era algo que me
chamava atenção. Observava o cabelo das pessoas e pensava em
maneiras de transformá-lo, de fazer algo diferente.
Aos
16 anos, finalmente pude ingressar em uma escola de formação e
iniciei meu primeiro curso básico de cabelo, em Santos. A partir
daí, dei o pontapé inicial na minha carreira. Fiz especializações
em Santos, São Paulo e também fora do Brasil, ampliando minha
formação profissional.
Esse
período que você passou fora do Brasil, o que mais te marcou?
Realizei um curso em
Buenos Aires, na Academia de Peluquería Llongueras, uma instituição
com mais de 40 anos de experiência na Argentina. O que mais me
marcou foram as diferenças culturais, os estilos variados de cabelo,
as cores e cortes distintos. O grande desafio é trazer essas
técnicas para a nossa realidade, adaptando-as à nossa cultura e à
forma como atendemos nossas clientes no Brasil.
E
Peruíbe, desde quando você tem relação com a cidade? Morando
em Santos, sempre frequentava o Litoral Sul. Em fevereiro deste ano
completei exatamente cinco anos em Peruíbe. A entrevista vem em um
momento especial, pois coincide com o aniversário do município e
com a comemoração do meu quinto ano de atuação na cidade.
Cheguei
em plena pandemia, já com a intenção de trabalhar aqui. Vim sem
nenhuma cliente. Aos poucos, por meio do profissionalismo, da
dedicação e da divulgação do meu trabalho, fui conquistando
espaço. Construí minha clientela com muito empenho e percebo o
quanto amadureci nesse período. As coisas foram acontecendo
gradualmente, fruto de persistência e compromisso com a qualidade.
Sabemos
que ser empresário no Brasil não é fácil, diante de taxas e
tributos que dificultam o empreendedorismo. O que despertou em você
o desejo de empreender? Costumo
dizer que todo cabeleireiro é, antes de tudo, um artista. Muitas
vezes não temos tanta vocação para a parte administrativa e
operacional, pois lidamos essencialmente com a arte, com as mãos e
com o encantamento da cliente.
Pensando
nisso, amadureci essa questão no último ano e decidi estruturar
melhor o negócio. Hoje conto com minha sócia, Fabiana Rosa, que
cuida da parte administrativa e financeira. Dessa forma, posso focar
naquilo que realmente sei fazer: a parte artística e técnica.
Abrimos
um novo espaço, com atendimento personalizado e atenção do início
ao fim. Entendemos que nossas clientes — muitas delas empresárias,
com agendas diferenciadas — precisam de flexibilidade e
exclusividade. Nosso foco é que cada cliente se sinta a
protagonista, a verdadeira estrela do atendimento.
Pode
parecer redundante, já que você traz experiência internacional.
Mas, com tantos salões na cidade e uma concorrência acirrada, qual
é o seu diferencial? Além
de aplicar técnicas atualizadas, atuo fortemente como colorista,
especialmente na transformação de cores e, principalmente, nos
loiros. Trabalhamos com responsabilidade técnica e cuidado para
alcançar exatamente o resultado desejado.
No
entanto, não basta ser tecnicamente excelente. É fundamental saber
atender bem. Técnica e atendimento caminham juntos. De nada adianta
ser um grande cabeleireiro se não houver escuta, empatia e bom
relacionamento. É preciso se tornar especialista naquilo que se faz
e, ao mesmo tempo, oferecer uma experiência completa à cliente.
O
que você acredita que falta em Peruíbe? Vejo
que, muitas vezes, falta mais iniciativa e disposição para
trabalhar, estudar e buscar crescimento. É importante deixar de
apenas esperar que as coisas aconteçam. Não adianta responsabilizar
terceiros ou esperar exclusivamente pelo poder público.
O
desenvolvimento começa pela educação, pela qualificação e pela
força de vontade de cada um em correr atrás dos próprios
objetivos. A mudança depende de tudo, da nossa atitude.
Portas
abertas, espaço novo e clientela em expansão. Quais são os planos
para o futuro? Expandir
e crescer de forma estruturada. Pretendo investir também na área
educacional, formando e treinando novos profissionais, compartilhando
conhecimento e contribuindo para elevar o padrão técnico da
profissão na região.
Ping-Pong
Natural
de: Niteroi/RJ
Tem
algum apelido? Gui.
Qualidade/Defeito:
Falar de mais / Não saber falar, não.
Qual
sua ideia de felicidade? Ser eu!
Pratica
esporte? Nadava, corria, mas atualmente estou parado.
Qual
o local de refúgio? Praia
Flor/Animal:
Hortência / Gato.
Uma
lembrança de infância: Piscina.
E
o que te irrita? Ficar com fome!
Sua
maior conquista: Ser quem eu sou hoje!
Um
sonho de consumo não realizado: Uma casa na Grécia.
O
que toca no som do seu carro? Música e agitada, não pode
ser calma.
Uma
viagem/prato preferido: Itália / Nhoque.
Um
livro/um filme: O Pequeno Príncipe / À Procura da Felicidade.
Uma
frase ou um pensamento: Seja feliz. E seja você sempre.




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